terça-feira, 25 de junho de 2019

ESPIRITO SANTO

O ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é Deus, sendo denominado como a Terceira Pessoa da Trindade. 

A Bíblia responde explicitamente a pergunta sobre quem é o Espírito Santo, afirmando, especialmente, sua divindade e personalidade, e destacando sua obra do Antigo ao Novo Testamento.

Muitas igrejas do Cristianismo negam a pessoalidade do Espírito Santo, afirmando que Ele é uma energia ou força. No Entanto, a Bíblia é suficientemente clara ao revelar a personalidade distinta do Espírito Santo.

O Espírito Santo no ministério de Jesus

Nos registros do Novo Testamento, podemos perceber a ação direta do Espírito Santo desde antes do nascimento de Jesus (Lucas 1:13-15) até o fim de seu ministério terreno. Podemos pontuar algumas questões importantes sobre a atuação do Espírito Santo no ministério de Jesus:

Humanamente falando, Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo. Isso fica claro no anúncio do anjo Gabriel feito a jovem Virgem Maria (Lucas 1:35).

Quando Jesus foi batizado por João batista, o Espírito Santo desceu sobre Ele. Na ocasião, Ele se manifestou na forma corpórea como de uma pomba (Mateus 3:16; Lucas 3:22).

Após ser batizado, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, e depois, “pela virtude do Espírito” voltou para a Galileia para pregar o Evangelho do reino de Deus que estava sendo estabelecido (Lucas 4:1-14).

Na sinagoga, Jesus se apresentou como o cumprimento final da profecia do profeta Isaias, onde as primeiras linhas diziam: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para proclamar boas-novas aos pobres” (Lucas 4:18-21).

O Senhor Jesus, pelo Espírito, expulsou demônios (Mateus 12:28), e, conversando com o fariseu Nicodemos, disse que ninguém pode entrar no Reino de Deus se “não nascer da água e do Espírito”(João 3:5).

Por fim, como escritor do livro de Hebreus ressaltou, o Espírito Santo foi quem sustentou Jesus durante toda sua obra redentora (Hebreus 9:14).


A obra do Espírito Santo

A obra do Espírito Santo é destaca em toda a Bíblia desde o início. 

O livro de Gênesis, em suas primeiras palavras, declara que o Espírito de Deus movia-se sobre a face do abismo (Gênesis 1:2).
Na Criação, o Pai criou todas as coisas através do Filho pela agencia do Espírito Santo (Jó 26:13; João 1:1-3).

Portanto, é o Espírito Santo que age como doador da vida (Jó 33:24), e depois também concede aos homens habilidades naturais que os qualificam para que estes possam viver neste mundo criado.

A obra do Espírito Santo na salvação

O Espírito Santo desempenha tarefas específicas com relação à história da redenção. 

Foi Ele quem inspirou as Escrituras, isto é, os autores bíblicos “falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). Logo, Ele é o grande autor da revelação de Deus registrada através de sua Palavra aos homens (Ezequiel 2:2; Zacarias 9:30; 1 Coríntios 2:12,13).

Muitas pessoas acreditam que o Espírito Santo agia de forma diferente nos tempos do Antigo Testamento, especialmente no sentido de não habitar permanentemente nos homens.

Esse raciocínio leva a uma diferença qualitativa na forma de agir do Espírito Santo quando comparados os tempos do Antigo e Novo Testamentos.

Todavia, o ensino bíblico aponta para outra direção, isto é, a ação do Espírito Santo, ainda no Antigo Testamento, era essencialmente a mesma que pode ser notada após o Pentecostes. 

Isso significa que só há uma diferença quantitativa, isto é, no Novo Testamento, após o Pentecostes, sua ação passou a ser mais intensa e percebida, sobretudo com a internacionalização da Igreja.

Com base nisso, então podemos dizer que no Antigo Testamento o Espírito Santo preparava o povo escolhido do Senhor para aguardar a redenção através da pessoa do Messias prometido que haveria de vir, isto é, o Espírito Santo regenerava, convencia do pecado, santificava, ensinava e capacitava os santos a crer no Messias vindouro.

Após a vinda do Messias, sua ação continuou sendo a mesma, com a diferença de que os redimidos, diferente dos tempos do Antigo Testamento, agora crêem no Cristo que já veio, já foi sacrificado no Calvário, que está exaltado junto ao Pai, e em breve retornará para buscar o seu povo.

Portanto, com relação a salvação, podemos dizer que Deus o Pai planejou e elegeu seu povo, o Filho executou o plano salvífico, e o Espírito Santo confirma a obra da redenção, aplicando os benefícios da salvação aos redimidos.

Estes justificados, pelo Espírito Santo são regenerados, santificados e edificados. Logo, todos os esforços na evangelização e no discipulado só são produtivos pela ação do Espírito Santo, que atrai o pecador à mensagem do Evangelho.

Assim, Ele habita nos crentes, é seu intercessor, os ensina na verdade, os capacita dando-lhes dons espirituais, os conduz à santificação contínua, os guia em toda verdade, gera neles o fruto do Espírito que contrasta com as terríveis obras da carne, e os preserva firmes até o fim, pois Ele próprio é o selo que marca o povo de Deus, a garantia que concede a certeza da salvação aqueles que foram justificados (João 14:17,26; 16:13; Romanos 8:9-26; 1 Coríntios 2:12-16; 6:19; 2 Coríntios 1:22; 5:5; Efésios 1:13,14; 2:21,22; Gálatas 5; Hebreus 2:4; 10:5).

Em poucas palavras, Martinho Lutero forneceu uma excelente resposta sobre quem é o Espírito Santo, ao dizer que por sua própria razão ou força ele jamais poderia crer em Jesus ou vir a Ele, mas o Espírito Santo o chamou pelo Evangelho, o iluminou com seus dons, o santificou e conservou na verdadeira fé.


OS NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO

Uma das diferenças mais destacadas entre os Sinóticos e o Quarto Evangelho é o lugar que João da ao Espírito Santo, especialmente no sermão do cenáculo com seu ensino singular a respeito do Paráclito.

Vamos considerar em primeiro lugar os nomes pelos quais é chamado o Espírito Santo.

Além da designação conhecida de Espírito Santo, há ainda o Parácleto, termo este que na tradução de Almeida é consolador, 14.16,26. O termo consolador (segundo a tradução de Almeida), vem de duas palavras latinas: com e fortis, igual a confortares.

O termo significa aquele que fortalece, que conforta. Termo "parácleto", que é o termo original, é uma palavra grega que se encontra também aplicada a Jesus, e vertida por Almeida com a significação de "Advogado", em 1a Jo 2.1.

A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO

Consideremos agora um pouco a questão da missão de Espírito Santo. Quanto a ele mesmo, sabemos já é uma pessoa distinta, embora intimamente relacionada com Jesus.

Qual, porém, é a sua Missão?

Há três pontos a considerar no estudo desta questão:

1. qual é a missão do Espírito Santo em relação ao trabalho de Cristo?

2. Qual é a missão do Espírito Santo em relação aos crentes?

3. Qual é a missão do Espírito Santo em relação ao mundo?

1)    Em relação ao trabalho de Cristo, o Espírito Santo é enviando em nome de Jesus.
Além de ser enviado em nome de Jesus, o Espírito Santo tem ainda a missão de relembrar aos crentes tudo aquilo que Jesus havia dito.

2) Em relação aos crentes foi mudar o fundamento ou base da sua fé. Era, pois, necessário que a fé dos homens se transferisse do visível para o invisível, do material para o espiritual.

2)    Em relação com o mundo. Isto é, claramente exposto em Jo 16.8-11. O termo "convencerá", é um termo legal. O trabalho do advogado de acusação é fazer a acusação do réu, com as provas em mão.

PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO:

A Bíblia lhe dá designativos de pessoa (João 14:26, 15:26, 16:7 o chama de parakletos, que só admite como tradução ―consolador

SÃO LHE ATRIBUÍDOS CARACTERÍSTICAS DE PESSOA, TAIS COMO:

Inteligência: (Romanos 8:16)

Vontade: (Atos 16:7, I Coríntios 12:11)

Sentimentos: (Isaías 63:10, Efésios 4:30)

Ele realiza atos próprios de pessoa, como sondar, falar, testificar, ordenar, revelar, lutar, criar, interceder, vivificar, etc. (gênesis 1:2, 6:3, Lucas 12:12, João 16:8, Atos 8:29, 13:2, Romanos 8:11, I Coríntios 2:10,11).

ELE É COLOCADO LADO A LADO COM OUTRAS PESSOAS:

Com os apóstolos: (Atos 15:28)

Com Cristo: (João 16:14)

Com o Pai e o Filho: (Mateus 28:19, II Coríntios 13:13, I Pedro 1:1,2, Judas 20,21)

A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO:

Pode se estabelecer a veracidade da divindade do espírito com base nas escrituras:
São lhe dados nomes Divinos (Êxodo 17:7, Hebreus 3:7-9, atos 5:3,4, I Coríntios
3:16, II Timóteo 3:16, II Pedro 1:21).

SÃO LHE ATRIBUÍDAS PERFEIÇÕES DIVINAS, COMO:

Onipresença: (Salmos 139:7-10)

Onisciência: (Isaías 40:13,14, Romanos 11:34, I Coríntios 2:10,11, Romanos 15:19)

Onipotência: (I Coríntios 12:11)

Eternidade: (Hebreus 9:14)

ELE REALIZA OBRAS DIVINAS, COMO:

Criação: (Gênesis 1:2, Jó 26:13, 33:4)

Regeneração: (João 3:5,6, Tito 3:5)

Ressurreição: (Romanos 8:11)

É lhe prestada honra divina (Mateus 28:19, Romanos 9:1, II Coríntios 13:13)

Precisamos da ajuda do Espírito Santo para chegarmos a Deus!

Nenhum de nós pode vencer os pecados e as falhas, e obedecer totalmente a Deus sem Sua ajuda divina.

Mesmo se pudéssemos por nossa própria vontade modificar nossas atitudes, somente Deus pode mudar os nossos corações.

É por isso que Paulo rogou aos membros da igreja de Roma: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:1-2) através do poder do Espírito de Deus.

Esse Espírito é o poder que Deus usa para transformar nossas vidas e renovar nossas mentes!

O Espírito Santo é quem nos guia

Devemos entender o que significa ser “guiados pelo Espírito”.

O Espírito de Deus não nos leva, arrasta ou pressiona; ele nos guia.

Ele não vai nos impedir de pecar, nem vai nos forçar a fazer o que é certo. Ele nos guia, porém de vemos estar dispostos a seguir.

Como é que o Espírito de Deus nos guia?

Vamos considerar alguns aspectos.

• O Espírito Santo nos mantém em contato com a mente de Deus. 

O Espírito de Deus trabalha com a nossa mente. O apóstolo João descreve-o desta maneira: “

E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado” (1 João 3:24).

Através do Espírito de Deus, o qual Ele nos dá, podemos ser influenciados por Ele para o bem e para obedecer os Seus mandamentos.

Isto está em flagrante contraste com o mundo que nos rodeia e com nossa própria natureza, que nos influenciam para o mal.

O Espírito de Deus também nos ajuda a compreender mais profundamente Sua verdade. Quando Jesus prometeu aos apóstolos que lhe enviaria o Espírito, Ele disse que ele “vos guiará em toda a verdade” (João 16:13).

O Espírito de Deus convence nossa consciência como culpada e nos ajuda a ver o pecado como realmente é. 

Ao falar do Espírito Santo, que seria dado a seus seguidores depois de Sua morte e ressurreição, Jesus disse que ele “convencerá o mundo do pecado” (João 16:8).

O Espírito de Deus dentro de nós, trabalhando com nossa consciência, nos ajuda a reconhecer e evitar o pecado. A culpa que sentimos é real quando despertada pelo reconhecimento dos pecados.

O Espírito Santo produz fruto divino em nós. 

Assim como uma macieira produz maçãs, o Espírito de Deus produz um determinado tipo de fruto na vida de um cristão.

Paulo lista o fruto que deve ser evidente naqueles que são guiados pelo Espírito de Deus como “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas5:22-23).

O Espírito de Deus também nos conforta, encoraja e auxilia de outras formas.

Jesus Cristo prometeu enviar a Seus discípulos o Espírito Santo como um “Consolador” (João 14:16) ou “Auxiliador”.

O verdadeiro conforto e segurança vêm da permanência do Espírito de Deus em nós.

Nós não precisamos estar excessivamente preocupados com o que pode acontecer conosco. O Espírito de Deus nos dá a certeza que tudo o que acontecer será para o bem “daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).

Referencias:

Bíblia a Bussola da Vida – Pr. Carlos Roberto
Faculdade Internacional de Teologia
Faculdade Nacional de Teologia

Estilo Adoração. Com

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