O ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é Deus, sendo denominado como a
Terceira Pessoa da Trindade.
A Bíblia responde explicitamente a pergunta sobre quem é o Espírito
Santo, afirmando, especialmente, sua divindade e personalidade, e destacando
sua obra do Antigo ao Novo Testamento.
Muitas igrejas do
Cristianismo negam a pessoalidade do Espírito Santo, afirmando que Ele é uma
energia ou força. No Entanto, a Bíblia é
suficientemente clara ao revelar a personalidade distinta do Espírito Santo.
O Espírito Santo no ministério de Jesus
Nos registros do
Novo Testamento, podemos perceber a ação direta do Espírito Santo desde antes
do nascimento de Jesus (Lucas 1:13-15) até o fim de seu ministério terreno.
Podemos pontuar algumas questões importantes sobre a atuação do Espírito Santo
no ministério de Jesus:
Humanamente
falando, Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo. Isso fica claro no
anúncio do anjo Gabriel feito a jovem Virgem Maria (Lucas 1:35).
Quando Jesus
foi batizado por João batista, o Espírito Santo desceu sobre Ele. Na ocasião,
Ele se manifestou na forma corpórea como de uma pomba (Mateus 3:16; Lucas
3:22).
Após ser batizado,
Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, e depois, “pela virtude do
Espírito” voltou para a Galileia para pregar o Evangelho do reino de
Deus que estava sendo estabelecido (Lucas 4:1-14).
Na sinagoga, Jesus
se apresentou como o cumprimento final da profecia do profeta Isaias, onde as
primeiras linhas diziam: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque
me ungiu para proclamar boas-novas aos pobres” (Lucas 4:18-21).
O Senhor Jesus,
pelo Espírito, expulsou demônios (Mateus 12:28), e, conversando com o fariseu
Nicodemos, disse que ninguém pode entrar no Reino de Deus se “não
nascer da água e do Espírito”(João 3:5).
Por fim, como
escritor do livro de Hebreus ressaltou, o Espírito Santo foi quem
sustentou Jesus durante toda sua obra redentora (Hebreus 9:14).
A obra do Espírito Santo
A obra do Espírito Santo é destaca em toda a Bíblia desde o
início.
O livro de
Gênesis, em suas primeiras palavras, declara que o Espírito de Deus movia-se
sobre a face do abismo (Gênesis 1:2).
Na Criação,
o Pai criou todas as coisas através do Filho pela agencia do Espírito Santo (Jó
26:13; João 1:1-3).
Portanto, é o Espírito Santo que age como
doador da vida (Jó 33:24), e depois também concede aos homens habilidades
naturais que os qualificam para que estes possam viver neste mundo criado.
A obra do Espírito Santo na salvação
O Espírito Santo desempenha tarefas específicas com relação à
história da redenção.
Foi Ele quem
inspirou as Escrituras, isto é, os autores bíblicos “falaram inspirados pelo
Espírito Santo” (2
Pedro 1:21). Logo, Ele é o grande autor da revelação de Deus registrada através
de sua Palavra aos homens (Ezequiel 2:2; Zacarias 9:30; 1 Coríntios 2:12,13).
Muitas pessoas acreditam que o Espírito Santo
agia de forma diferente nos tempos do Antigo Testamento, especialmente no
sentido de não habitar permanentemente nos homens.
Esse
raciocínio leva a uma diferença qualitativa na forma de agir do Espírito Santo
quando comparados os tempos do Antigo e Novo Testamentos.
Todavia, o ensino bíblico aponta para outra direção, isto é, a
ação do Espírito Santo, ainda no Antigo Testamento, era essencialmente a mesma
que pode ser notada após o Pentecostes.
Isso
significa que só há uma diferença quantitativa, isto é, no Novo Testamento,
após o Pentecostes, sua ação passou a ser mais intensa e percebida, sobretudo
com a internacionalização da Igreja.
Com base nisso, então podemos dizer que no
Antigo Testamento o Espírito Santo preparava o povo escolhido do Senhor para
aguardar a redenção através da pessoa do Messias prometido que haveria de vir,
isto é, o Espírito Santo regenerava, convencia do pecado, santificava, ensinava
e capacitava os santos a crer no Messias vindouro.
Após a vinda do Messias, sua ação continuou
sendo a mesma, com a diferença de que os redimidos, diferente dos tempos do
Antigo Testamento, agora crêem no Cristo que já veio, já foi sacrificado no Calvário,
que está exaltado junto ao Pai, e em breve retornará para buscar o seu povo.
Portanto, com relação a salvação, podemos
dizer que Deus o Pai planejou e elegeu seu povo, o Filho executou o plano
salvífico, e o Espírito Santo confirma a obra da redenção, aplicando os
benefícios da salvação aos redimidos.
Estes
justificados, pelo Espírito Santo são regenerados, santificados e edificados.
Logo, todos os esforços na evangelização e
no discipulado só são produtivos pela ação do Espírito Santo, que atrai o
pecador à mensagem do Evangelho.
Assim, Ele
habita nos crentes, é seu intercessor, os ensina na verdade, os capacita
dando-lhes dons espirituais, os conduz à santificação contínua, os guia em toda
verdade, gera
neles o fruto do Espírito que
contrasta com as terríveis obras da carne, e os preserva firmes até o
fim, pois Ele próprio é o selo que marca o povo de Deus, a garantia que concede
a certeza da salvação aqueles que foram justificados (João 14:17,26; 16:13;
Romanos 8:9-26; 1 Coríntios 2:12-16; 6:19; 2 Coríntios 1:22; 5:5; Efésios 1:13,14;
2:21,22; Gálatas 5; Hebreus 2:4; 10:5).
Em poucas palavras, Martinho Lutero forneceu
uma excelente resposta sobre quem é o Espírito Santo, ao dizer que por sua
própria razão ou força ele jamais poderia crer em Jesus ou vir a Ele, mas o
Espírito Santo o chamou pelo Evangelho, o iluminou com seus dons, o santificou
e conservou na verdadeira fé.
OS NOMES DADOS AO
ESPÍRITO SANTO
Uma das diferenças mais destacadas
entre os Sinóticos e o Quarto Evangelho é o lugar que João da ao Espírito
Santo, especialmente no sermão do cenáculo com seu ensino singular a respeito
do Paráclito.
Vamos considerar em primeiro lugar os
nomes pelos quais é chamado o Espírito Santo.
Além da designação conhecida de
Espírito Santo, há ainda o Parácleto, termo este que na tradução de Almeida é consolador,
14.16,26. O termo consolador (segundo a tradução de Almeida), vem de
duas palavras latinas: com e fortis, igual a confortares.
O termo significa aquele que
fortalece, que conforta. Termo "parácleto", que é o termo
original, é uma palavra grega que se encontra também aplicada a Jesus, e
vertida por Almeida com a significação de "Advogado", em 1a Jo 2.1.
A MISSÃO DO ESPÍRITO
SANTO
Consideremos agora um pouco a questão
da missão de Espírito Santo. Quanto a ele mesmo, sabemos já é uma pessoa
distinta, embora intimamente relacionada com Jesus.
Qual, porém, é a sua Missão?
Há três pontos a
considerar no estudo desta questão:
1. qual é a missão do Espírito Santo
em relação ao trabalho de Cristo?
2. Qual é a missão do Espírito Santo
em relação aos crentes?
3. Qual é a missão do Espírito Santo
em relação ao mundo?
1)
Em
relação ao trabalho de Cristo, o Espírito Santo é enviando em nome de Jesus.
Além de ser enviado em nome de Jesus,
o Espírito Santo tem ainda a missão de relembrar aos crentes tudo aquilo que
Jesus havia dito.
2) Em relação aos crentes foi mudar o
fundamento ou base da sua fé. Era, pois, necessário que a fé dos homens se
transferisse do visível para o invisível, do material para o espiritual.
2)
Em
relação com o mundo. Isto é, claramente exposto em Jo 16.8-11. O termo
"convencerá", é um termo legal. O trabalho do advogado de acusação é
fazer a acusação do réu, com as provas em mão.
PERSONALIDADE DO
ESPÍRITO SANTO:
A Bíblia lhe dá designativos de pessoa
(João 14:26, 15:26, 16:7 o chama de parakletos, que só admite como tradução
―consolador
SÃO LHE ATRIBUÍDOS
CARACTERÍSTICAS DE PESSOA, TAIS COMO:
Inteligência: (Romanos 8:16)
Vontade: (Atos 16:7, I
Coríntios 12:11)
Sentimentos: (Isaías 63:10,
Efésios 4:30)
Ele realiza atos próprios de pessoa,
como sondar, falar, testificar, ordenar, revelar, lutar, criar, interceder,
vivificar, etc. (gênesis 1:2, 6:3, Lucas 12:12, João 16:8, Atos 8:29, 13:2,
Romanos 8:11, I Coríntios 2:10,11).
ELE É COLOCADO LADO A
LADO COM OUTRAS PESSOAS:
Com os apóstolos: (Atos 15:28)
Com Cristo: (João 16:14)
Com o Pai e o Filho: (Mateus 28:19, II
Coríntios 13:13, I Pedro 1:1,2, Judas 20,21)
A DIVINDADE DO ESPÍRITO
SANTO:
Pode se estabelecer a veracidade da
divindade do espírito com base nas escrituras:
São lhe dados nomes Divinos (Êxodo
17:7, Hebreus 3:7-9, atos 5:3,4, I Coríntios
3:16, II Timóteo 3:16, II Pedro 1:21).
SÃO LHE ATRIBUÍDAS
PERFEIÇÕES DIVINAS, COMO:
Onipresença: (Salmos 139:7-10)
Onisciência: (Isaías 40:13,14,
Romanos 11:34, I Coríntios 2:10,11, Romanos 15:19)
Onipotência: (I Coríntios 12:11)
Eternidade: (Hebreus 9:14)
ELE REALIZA OBRAS
DIVINAS, COMO:
Criação: (Gênesis 1:2, Jó
26:13, 33:4)
Regeneração: (João 3:5,6, Tito
3:5)
Ressurreição: (Romanos 8:11)
É lhe prestada honra divina (Mateus 28:19, Romanos 9:1,
II Coríntios 13:13)
Precisamos da ajuda do Espírito Santo para
chegarmos a Deus!
Nenhum de
nós pode vencer os pecados e as falhas, e obedecer totalmente a Deus sem Sua
ajuda divina.
Mesmo se
pudéssemos por nossa própria vontade modificar nossas atitudes, somente Deus
pode mudar os nossos corações.
É por isso
que Paulo rogou aos membros da igreja de Roma: “Não vos conformeis com este
século, mas transformai-vos
pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:1-2)
através do poder do Espírito de Deus.
Esse
Espírito é o poder que Deus usa para transformar nossas vidas e renovar nossas mentes!
O Espírito Santo é quem nos guia
Devemos entender o que significa ser “guiados
pelo Espírito”.
O Espírito de Deus não nos leva, arrasta ou
pressiona; ele nos guia.
Ele não vai nos impedir de pecar, nem vai nos
forçar a fazer o que é certo. Ele nos
guia, porém
de vemos estar
dispostos a seguir.
Como é
que o Espírito de Deus nos guia?
Vamos considerar alguns aspectos.
• O Espírito Santo nos mantém em contato com a mente de Deus.
O Espírito de Deus trabalha com a nossa
mente. O apóstolo João descreve-o desta maneira: “
E aquele que guarda os seus mandamentos nele
está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos
tem dado” (1 João 3:24).
Através do Espírito de Deus, o qual Ele nos
dá, podemos ser influenciados por Ele para o bem e para obedecer os Seus
mandamentos.
Isto está em flagrante contraste com o mundo
que nos rodeia e com nossa própria natureza, que nos influenciam para
o mal.
O Espírito de Deus também nos ajuda a
compreender mais profundamente Sua verdade. Quando Jesus prometeu aos apóstolos
que lhe enviaria o Espírito, Ele disse que ele “vos guiará em toda a verdade” (João 16:13).
O Espírito de Deus convence nossa
consciência como culpada e nos ajuda a ver o pecado como realmente é.
Ao falar do Espírito Santo, que seria dado a seus seguidores depois de
Sua morte e ressurreição, Jesus disse que ele “convencerá o mundo do pecado” (João 16:8).
O Espírito de Deus dentro de nós, trabalhando com nossa consciência, nos
ajuda a reconhecer e evitar o pecado. A culpa que sentimos é real quando
despertada pelo reconhecimento dos pecados.
O Espírito Santo produz fruto divino em nós.
Assim como uma macieira
produz maçãs, o Espírito de Deus produz um determinado tipo de fruto na vida de
um cristão.
Paulo lista o fruto que deve
ser evidente naqueles que são guiados pelo Espírito de Deus como “amor,
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão,
domínio próprio” (Gálatas5:22-23).
O Espírito de Deus também nos conforta, encoraja e auxilia de
outras formas.
Jesus Cristo prometeu enviar
a Seus discípulos o Espírito Santo como um “Consolador” (João 14:16) ou “Auxiliador”.
O verdadeiro conforto e
segurança vêm da permanência do Espírito de Deus em nós.
Nós não precisamos estar
excessivamente preocupados com o que pode acontecer conosco. O Espírito de Deus
nos dá a certeza que tudo o que acontecer será para o bem “daqueles que amam a
Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).
Referencias:
Bíblia a Bussola da Vida – Pr. Carlos
Roberto
Faculdade Internacional de Teologia
Faculdade Nacional de Teologia
Estilo Adoração. Com
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