quinta-feira, 23 de outubro de 2014

OS 4 EVANGELHOS - 4º

Introdução

Os quatro livros do Evangelho compreendem cerca de 46% no Novo Testamento. 
A igreja primitiva colocou os Evangelhos no início do Cânon do Novo Testamento, não por serem eles os primeiros livros escritos, mas por serem o fundamento sobre o qual Atos e as Epístolas são edificados. 
Os Evangelhos ao mesmo tempo se originam do Antigo Testamento e o cumprem, bem como fornecem um cenário histórico e teológico para o restante do Novo Testamento. 
A palavra grega euaggelion se refere às “boas novas” ou “alegres novas” acerca de Jesus Cristo, que foi oralmente proclamado. 
Mais tarde veio a ser também sido escrito depois, a igreja primitiva considerou somente os quatro Evangelhos, da forma que os conhecemos, como dotados de autoridade e divinamente inspirados. 
Foram distinguidos uns dos outros pela preposição grega kata (segundo), acompanhada pelo nome do escritor. 
A presente ordem dos quatro Evangelhos remonta pelo menos ao final do segundo século, e cria-se ser esta a ordem em que eles foram escritos. 
Embora haja quem teorize que os Evangelhos foram originalmente escritos em Aramaico, não há evidência real para tal posição. 
Os habitantes da Palestina eram primariamente bilíngues (aramaico e grego), e muitos eram trilíngües (hebraico ou latim). 
O grego, porém, era o idioma comum de todo o império, e por isso o mais adequado veículo para as narrativas evangélicas. 
A forma literária dos Evangelhos não tinha correlativo na literatura helênica. 
Embora eles estejam saturados de material biográfico, na realidade são perfis temáticos que omitem quase inteiramente os trinta anos preparatórios para o ministério público relativamente breve de Cristo. 
Mesmo esta porção de sua vida se apresenta numa forma altamente assimétrica, com ênfase em sua última semana. 
Enfim, apenas cerca de cinquenta dias do ministério de Jesus são focalizados nos Evangelhos combinados. 
Os quatro relatos complementares fornecem um retrato composto da pessoa do Salvador, operando juntos para fornecer profundidade clareza à nossa compreensão da mais singular figura da história humana. 
Neles Jesus é visto como divino e humano, o Servo soberano, O Deus-homem. 
Cada Evangelho tem uma dimensão distintiva a acrescentar, de sorte que o total é maior que a soma das partes. 
A Bíblia num relance O Dr. William H. Griffith Thomas sugere quatro palavras, a fim de ajudar-nos a ligar toda a revelação de Deus: PREPARAÇÃO...No Antigo Testamento Deus prepara o mundo para a vinda do Messias. MANIFESTAÇÃO...Nos 4 Evangelhos, Cristo entra no mundo, morre pelo mundo e funda a sua Igreja. APROPRIAÇÃO... Em Atos e nas Epístolas, são apresentadas maneiras pelas quais o Senhor Jesus foi recebido, apropriado e aplicado à vida das pessoas. CONSUMAÇÃO... 
No Apocalipse revela-se o resultado do plano perfeito de Deus.

O que é o Evangelho?

Às boas-novas a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus são-nos apresentadas por quatro autores: Mateus, Marcos, Lucas e João, embora exista só um Evangelho, a bela história da salvação por Jesus Cristo, nosso Senhor. 
A palavra “Evangelho” nunca é usada no Novo Testamento para referir-se a um livro. Significa sempre “boas-novas”. 
Quando falamos do Evangelho de Lucas, devemos compreender que se trata das boas-novas de Jesus Cristo conforme foram registradas por Lucas. 
Entretanto, desde os tempos antigos o termo, “evangelho,” tem sido usado com referência a cada uma das quatro narrativas da vida de Cristo. 
Originalmente essas boas-novas eram transmitidas pela palavra falada. Os homens iam de lugar em lugar, contando a velha história. 
Depois de algum tempo fez-se necessário um registro escrito. Mais de uma pessoa tentou fazê-lo, mais sem êxito. Veja o que Lucas diz: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o principio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de a curada investigação de tudo desde a sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas perfeita certeza das verdades em que foste instruído” (Lc 1.1-4). “Evangelho” é uma palavra de origem grega que significa “boa notícia”. 
Do ponto de vista da fé cristã, só há um evangelho: o de Jesus Crist, porque ele mesmo, o Filho de Deus encarnado na natureza humana (Jo 1.14) e autor da vida e da salvação (At 3.15; Hb 2.10; 12.2), é a boa notícia que constitui o coração do Novo Testamento o fundamenta a pregação da Igreja desde os tempos apostólicos até os nossos dias. 
No entanto, visto que toda notícia supõe a comunicação de uma mensagem, chamamos também de “evangelho” o conjunto dos livros do Novo Testamento, que, sob a inspiração do Espírito Santo, foram escritos para comunicar a boa notícia da vinda de Cristo e, com ele, a do Reino eterno de Deus (Mt 3.2; 4.17; Mc 1.1,14-15; Lc 2.10; Rm 1.1-6,16-17). Nesse mesmo sentido, o apóstolo Paulo gosta de falar do “meu evangelho”, fazendo assim referência ao anúncio da graça divina que ele proclamava (Rm 1.1,9,16; 16.25; 1Co 15.1; Gl 2.7; 2Tm 2.8): uma mensagem que já antes fora escutada em Israel (Is 35; 40.9-11; 52.7; 61.1-2a), mas que agora se estende ao mundo inteiro, a quantos, por meio da fé, aceitam Cristo como Senhor e Salvador (cf., entre outros, Rm 1.5; 5.1; 6.14,22-23). 
Num terceiro sentido, o uso tem generalizado a aplicação do termo “evangelho” a cada um dos livros do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João) que nos têm transmitido praticamente a totalidade do que sabemos acerca de Jesus: da sua vida e atividade, da sua paixão e morte, da sua ressurreição e glorificação. 
Da perspectiva da fé cristã, a palavra “evangelho” contém, pois, uma tríplice referência: em primeiro lugar, a Jesus Cristo, cuja vinda é o acontecimento definitivo da revelação de Deus ao ser humano; em segundo lugar, à pregação oral e à comunicação escrita da boa notícia da salvação pela fé; e, por último, aos quatro livros do Novo Testamento que desde o séc. II se conhecem pela designação genérica de “os Evangelhos”. 
Evangelhos e Evangelistas Tradicionalmente, os autores dos quatro primeiros livros do Novo Testamento recebem o nome de “evangelistas”, título que na Igreja primitiva correspondia às pessoas a quem, de modo específico, se confiava a função de anunciar a boa nova de Jesus Cristo (At 21.8; Ef 4.11; 2Tm 4.5. cf. At 8.12,40). 
Durante os anos que se seguiram à ascensão do Senhor, a pregação apostólica foi, sobretudo, verbal como vemos na leitura de Atos. Mais tarde, quando começaram a desaparecer aqueles que haviam conhecido Jesus em pessoa, a Igreja sentiu a necessidade de fixar por escrito a memória das palavras que haviam ouvido dele e dos seus atos que haviam presenciado. 
Durante certo tempo, circularam entre as comunidades cristãs de então numerosos textos referentes a Jesus, que, na maioria dos casos, eram simples apontamentos dispersos e sem conexão. 
Apesar do seu caráter fragmentário, porém, aqueles breves relatos representaram a passagem da tradição oral à escrita, passagem que presidiu o nascimento dos nossos quatro Evangelhos. 
O propósito principal dos evangelistas não foi oferecer uma história detalhada das circunstâncias que rodearam a vida do nosso Senhor e dos eventos que a marcaram; tampouco se propuseram a reproduzir ao pé da letra os seus discursos e ensinamentos, nem as suas discussões com as autoridades religiosas dos judeus. 
Há,consequentemente, muitos dados relativos ao homem Jesus de Nazaré que nunca nos serão conhecidos, embora, por outro lado, não reste dúvida de que Deus já revelou por meio dos evangelistas (cf. Jo 20.30; 21.25) tudo o que não devemos ignorar. 
Na realidade, eles não escreveram para nos transmitir uma completa informação de gênero biográfico, mas, como disse João, “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (20.31). 
Os Evangelhos contêm, pois, um conjunto de narrações centradas na pessoa de Jesus de Nazaré e escritas com um propósito testemunhal, para a edificação da Igreja e para a comunicação da fé. Mas isso não significa que os evangelistas manejaram sem cuidado os dados, as palavras e os fatos que recompilaram e que foram os seus elementos de informação. 
Pois, se bem que é certo que eles não trataram de escrever nenhuma biografia (ao menos n o sentido específico que hoje damos ao termo), igualmente é que os seus escritos respondem com fidelidade ao discurso histórico tal e como era elaborado então, seja por haverem conhecido pessoalmente a Jesus, ou seja, por terem sido companheiros dos apóstolos que viveram junto dele. 
A obra dos evangelistas nutriu-se especialmente das memórias que, em relação ao Senhor, eram guardadas no seio da Igreja como um depósito precioso. 
Essas memórias transmitiram-se no culto, no ensinamento e na atividade missionária, isto é, na pregação oral, que, durante longos anos e com perspectiva escatológica, foi o meio idôneo para reviver, desde a fé e em benefício da fé, o acontecimento fundamental do Cristo ressuscitado. 
Os Evangelhos Sinóticos a simples leitura dos Evangelhos conduz logo a uma primeira classificação, que é resultante da constatação, de um lado, de que existe uma ampla coincidência da parte de Mateus, Marcos e Lucas quanto aos temas de que tratam e quanto à disposição dos elementos narrativos que introduzem; e por outro, o Evangelho de João, cuja aparição foi posterior à dos outros três, parece ter sido escrito com o propósito de suplementar os relatos anteriores com uma nova e distinta visão da vida de Jesus. Porque, de fato, com exceção dos acontecimentos que formavam a história da paixão de Jesus, apenas três dos fatos referidos por João (1.19-28; 6.1-13 e 6.16-21) encontram-se também consignados nos outros Evangelhos. 
Daí se conclui que, assim como o Evangelho Segundo João requer uma consideração à parte, os de Mateus, Marcos e Lucas estão estreitamente relacionados. 
Seguindo vias paralelas, oferecem nas suas respectivas narrações três enfoques diferentes da vida do Senhor. 
Por causa desse paralelismo, pelas muitas analogias que aproximam esses Evangelhos tanto na matéria exposta como na forma de dispô-la, vêm sendo designados desde o séc. XVIII como “os sinóticos”, palavra tomada do grego e equivalente a “visão simultânea” de alguma coisa. 
Os sinóticos começaram a aparecer provavelmente em torno do ano 70. 
Depois da publicação do Evangelho segundo Marcos, escreveu-se primeiro o de Mateus e depois o de Lucas. Ambos serviram-se, em maior ou menor medida, da quase totalidade dos materiais incorporados em Marcos, relembrando-os e ampliando-os com outros. 
Por essa razão, Marcos está quase integralmente representado nas páginas de Mateus e de Lucas. 
Quanto aos novos materiais mencionados, isto é, os que não se encontram em Marcos, uma parte foi aproveitada simultaneamente por Mateus e Lucas, e a outra foi usada por cada um deles de maneira exclusiva. 
Apesar de que os autores sinóticos tenham redigido textos paralelos, fizeram-no de pontos de vista diferentes e contribuindo cada qual com a sua própria personalidade, cultura e estilo literário. 
Por isso, a obra dos evangelistas não surge como o produto de uma elaboração conjunta, mas como um feito singular desde seus delineamentos iniciais até a sua realização definitiva. 
Quanto aos objetivos, também são diferentes em cada caso: enquanto Mateus contempla a Jesus de Nazaré como o Messias anunciado profeticamente, Marcos o vê como a manifestação do poder de Deus, e Lucas, como o Salvador de um mundo perdido por causa do pecado. Por quê quatro Evangelhos? 
A pergunta que naturalmente surge é a seguinte: Por que quatro? Não teria bastado uma só narrativa direta e contínua? Não teria sido mais simples e claro? 
Isso não nos teria poupado algumas das dificuldades surgidas em torno do que alguns têm chamado de narrativas divergentes? A resposta é simples: 
Uma ou duas pessoas não nos teriam dado um retrato completo da vida de Cristo. O Dr. Van Dyke disse: “Suponhamos que quatro testemunhas comparecessem perante um juiz para depor sobre certo acontecimento e cada uma delas usasse as mesmas palavras. 
O juiz provavelmente, concluiria, não que o testemunho delas era de valor excepcional, mas que a única coisa certa, sem sombra de dúvida, é que haviam concordado em contar a mesma história. Todavia, se cada uma tivesse contado o que tinha visto e como o tinha visto, aí então a prova seria digna de crédito. 
E quando temos os quatro Evangelhos, não é exatamente isso que acontece? 
Os quatro evangelistas contaram a mesma história, cada qual a seu modo. Há quatro ofícios distintos de Cristo apresentados nos Evangelhos. 
Ele é apresentado como: Rei em Mateus, Servo em Marcos, Filho do homem em Lucas e Filho de Deus em João. 
É verdade que os quatro Evangelhos têm muita coisa em comum, todos eles tratam do ministério terreno de Jesus, sua morte e ressurreição, seus ensinos e milagres, porém cada Evangelho tem suas diferenças. 
É fácil ver que cada um dos autores procura apresentar um quadro diferente de nosso único Salvador. Mateus, de propósito, acrescenta à sua narrativa o que Marcos omite. Nenhum dos Evangelhos contém a narração completa da vida de Cristo. João diz em 21.25: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. 
Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos”. 
Existem vazios propositados que nenhum dos evangelistas pretendeu preencher. 
Por exemplo: todos omitem um registro de dezoito anos da vida de Cristo, entre os doze e os trinta anos. 
Embora sejam completos em si mesmo, cada um registrou aquilo que era relevante ao seu tema. 
Na Galeria Nacional de Londres há uma tela com três representações de Carlos I. Numa, ele tem a cabeça voltada para à direita, noutra para a esquerda, e na do centro, ele está olhando para a frente. Van Dick pintou-as para o escultor romano Benini, a fim de que ele pudesse modelar um busto do rei. Combinando as impressões dos três quadros, Benini pôde criar uma imagem real. 
Cada um deles apresenta um aspecto diferente da vida terrena de nosso Senhor. Juntos dão-nos um retrato completo. 
Ele era Rei, mas era também o Servo Perfeito. Há quatro Evangelhos, mas um Cristo, quatro narrativas com um propósito e quatro esboços de uma mesma Pessoa.

PERGUNTAS;

1) Porque os quatro livros do evangelho foram colocados no inicio do Novo Testamento?

2) O que significa Evangelho?

3) Quais são os quatro livros do Evangelho?

4) Quem é o escritor ou autor dos quatro livros do Evangelho?

5) Os quatro livros do Evangelho falam a respeito de quem, cite um versiculo da Biblia?

CHAMADOS PARA INTERCESSORES - 3º

Oração é um fenômeno espiritual.
Consiste numa queixa, num grito de angústia, num pedido de socorro.
Consiste numa serena contemplação de Deus, princípio imanente e transcendente de todas as coisas.
A oração é um ato de amor e adoração para com Aquele a Quem se deve a vida. 
Ora-se como se ama, ou seja, com todo o nosso ser. Não há necessidade de eloqüência para que seja atendida. 
Foi o caso do cego Bartimeu, que ao ouvir que Jesus estava passando, exclamou "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (Mc 10.46).
Ele só tinha o grito. Nada mais. Oração é uma batalha. Para essa batalha, temos que vestir a armadura do crente (Ef 6.11) nela enfrentamos hostes espirituais, os poderes de Satanás. 
Oração é prestar atenção a Deus. Você tira tempo para falar com Ele, o Pai, e, também, para ouvi-Lo. 
Grandes intercessores na Bíblia não escolhem lugar para orar: Agar orou no deserto (Gn 21.16); Moisés fez acabar uma rebelião com oração (Ex 15.24,25); Ana teve um filho como resposta à oração (1Sm 1.27,28); Samuel derrotou uma nação inimiga pela oração (1Sm 7.9,10); Gideão provou a vontade de Deus através da oração (Jz 6.39,40); Elias pela fé e oração venceu os profetas de Baal (1Rs 18.37,38); Davi pediu misericórdia (Sl 51.10ss); Salomão santificou a Casa de Deus pela oração (2Rs 20.1,2,5); Ezequias acrescentou anos à vida pela oração (2Cr 18.3); Josafá saiu de uma situação difícil pela oração ((2Cr 18.3); Daniel pediu auxílio pela oração (9.16); Esdras recebeu orientação divina porque orou (Ed 8.21,22); Zacarias viu o sonho de sua vida realizado pela oração (Lc 1.13). Você pode ser intercessor em qualquer lugar: Ezequias orou na cama (2Rs 20.1); Jonas em alto mar (Jr 2.1); Jesus o fez no Calvário (Lc 23.34); Jairo, na rua (Lc 8.41); Pedro orou no terraço (At 10.9); Paulo e Silas estavam na prisão (At 16.25), e um criminoso não nomeado o fez nos seus últimos momentos de vida (Lc 23.42).
Ora-se como se ama: com todo o ser. Não há necessidade de eloquência para ser atendido, já o dissemos. Pedro fez uma oração com três palavras (Mt 14.30); o publicano com sete palavras (Lc 18.13); Salomão fez uma longa oração na consagração do templo (2Cr 6.12-42). 
Mas, como orar? A Bíblia é tão clara...Sem hipocrisia, exorta-nos Mateus 6.5. Hipocrisia é uma representação, uma peça de teatro; é faz-de-conta com extrema maldade (Mt 15.7,8). Secretamente, ensina Mateus 6.6. Isso corresponde, até, a ficar a sós com Deus mesmo na multidão. Com fé, atesta Hebreus (11.6).
De modo definido como o declara Mateus 6.7,8 e Marcos 11.24. Com insistência, mesmo (Lc 18.1-7; Mt 15. 21.28). Com submissão fala Romanos 8.21, aguardando o que Deus quer fazer em nós. Com espírito de perdão, como expresso em Marcos 11.25,26. E, por fim, em nome de Jesus(Jo 14.14).
Muita oração deixa de ser atendida por falta desses importantes elementos ou pela presença de motivos indesejáveis. São orações estéreis pelo egoísmo, mentira, orgulho, falta de fé e de amor, teimosia e desobediência a Deus (Zc 7.12,13; Dt 1.45; Pv 28.9), Pecado (Sl 66.18; Is 59.2; 1.15; Mq 3.4; Sl 66.18), desarmonia no lar ((1Pe 3.7); vaidade (Jó 35.12,13), falta de perdão (Mt 6. 14,15), indiferença (Pv 1.28), amor próprio exaltado e maus objetivos (Tg 4.3).
De tudo isso, decorre que quem ora tem senso de incapacidade e insuficiência, compreende necessitar de ajuda extra e clama a Deus. Paulo disse "A nossa suficiência vem de Deus" (2Co 3.5), e Jesus exortou que"... sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5b). Quem ora tem fé (Hb 11.6).
Se quer ser atendido, ore com fé (Mt 21.21,22; Jo 11.40).

PERGUNTAS

a) O que é a oração?

b) Como devemos orar?

c) Para que devemos orar?

d) Deus ouve as orações?

e) Cite um versículo da Bíblia de quem Deus ouve as orações?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CHAMADOS PARA ADORAÇÃO - 2º

DEUS NOS CHAMA PARA QUE SEJAMOS ADORADORES

Nossa reflexão é sobre identidade.
Que nos identifica como cristãos, salvos, regenerados, nascidos de novo, tornados novas criaturas? Que convocação, chamada, temos da parte de Deus Pai que faz diferença no mundo em que vivemos e atuamos?
A tarefa primordial da Igreja de Jesus Cristo é celebrar o Seu Nome, adorá-Lo, cultuá-Lo. Afirmou o Senhor Jesus Cristo em João 4.23,24: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". Tudo o mais é decorrente do culto. 
Foi para cultuar e adorar a Deus que fomos trazidos à fé e à salvação. Deus nos convoca para a adoração. 
No entanto, em muitos casos, apenas nos divertimos. Fomos chamados para cultuar, mas fazemos na igreja paródia de teatro, de circo, de programa de auditório; somos espectadores, quantas vezes, mas não cultuadores. 
O objetivo da adoração é despertar a consciência da santidade de Deus.
Um aspecto do culto é encontrado em Romanos 12.1: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional".
O verdadeiro culto, então, é medido pela transformação de quem cultua pelo fato de estar na presença de Deus. Mede-se por uma nova visão de Deus, por uma compreensão que torna a caminhada diária, a aventura do dia a dia mais profunda com Deus na nossa vida, com Cristo no nosso coração, com o Espírito Santo segurando a nossa mão.
O verdadeiro culto incomoda a nossa vida e o modo como temos vivido. 
Que falta em nossos dias em relação a essa reverência e temor a Deus? 
O que anda acontecendo em muitas igrejas evangélicas é mais programa de auditório que profundidade na palavra.
Mas há quem prefira o raso de uma religião infantil à profundidade do culto racional, do culto em espírito e do culto em verdade. 
E deste modo, quando o crente está com a sua vida apagada e cheia de desobediência, e de rebeldia e de pecado, o louvor não sai.

PERGUNTAS:

a)   Para que fomos chamados?


b)   O que é adoração?


c)   Cite o versículo da Bíblia sobre o dever de adoração a Deus?


d)   Qual é o dever principal do cristão no culto?


e)   Qual é o objetivo da adoração no culto?

CULTO BÍBLICO - 1º

Muitas vezes, as pessoas se perguntam porque existem. Para quê fomos criados?
A Bíblia nos mostra que existimos para o louvor e glória de Deus. Sendo este um fato espiritual, é natural concluirmos que o culto está vinculado à nossa natureza.
Nascemos com um "instinto cultual". Tal afirmativa é endossada pelos historiadores, antropólogos e arqueólogos. Em todas as civilizações de todos os tempos, encontra-se presente o fenômeno chamado "culto". O culto é a expressão da fé. É o tributo de honra, louvor e serviço àquele que se venera. Quem é "aquele"? 
Bem...Nesse ponto as civilizações não se entendem. Os alvos do culto humano têm sido os mais diversos possíveis. Há quem adore o sol, a lua, as estrelas, os rios, os animais.
Outros veneram o seu semelhante, vivo ou morto, ou imagens de sua própria criação. 
Mais longe vão os que espiritualizam o culto: adoram espíritos que são identificados por centenas ou milhares de nomes. 
Em muitos povos foi constatada também a adoração a um "ser supremo", criador de todas as coisas Provavelmente, tais pessoas tiveram algum tipo de experiência espiritual genuína. Entretanto, é através do povo de Israel que o criador se apresentou à humanidade, Jesus disse: "Vós adorais o que não sabeis.
Nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus". (João 4:22). Aleluia ! Aí está aquele que deve ser o alvo de culto de todo ser humano: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Os judeus são o nosso ponto de referência religiosa na história.
Portanto, convém que nos dediquemos a conhecer aspectos do seu culto que nos serão de grande utilidade no entendimento de nossas práticas atuais. 
Enquanto muitos se perdem em cultos vãos, adorando ao que não se deve, a Bíblia nos mostra que Deus está à procura de verdadeiros adoradores.
Antes de buscar pregadores, intercessores, evangelistas, etc. o Senhor procura pessoas que se dediquem a cultuá-lo. 
O culto a Deus está fundamentado no conhecimento que se tem dele. Na medida em que o conhecemos, o adoramos. O verdadeiro culto é um relacionamento purificador e transformador com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Que o Senhor nos ajude a encontrar as diretrizes do culto que o agrada. Esta questão é a principal. 
Normalmente, temos o hábito de fazer avaliações dos cultos em que participamos. 
Depois dizemos: "Não gostei do culto hoje", ou, "fiquei muito satisfeito com o culto". Falamos como se o culto fosse dirigido a nós. 
Deus nos livre de usurparmos a glória que lhe é devida. 
Que ele nos abençoe e que possamos ser encontrados como aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade. 

PERGUNTAS:

a) O que é um culto bíblico?


b) A Bíblia diz que fomos criados para?


c) Qual é o versículo bíblico que afirma para que fomos criados?


d) A quem deve ser dada toda honra e toda glória?



e) Cite um versículo da Bíblia que afirma para quem é a honra e a glória?