sábado, 5 de maio de 2018

QUEM É JESUS CRISTO

A PESSOA DE CRISTO

A palavra Cristo vem do grego Christos, e significa o Ungido, nome este aplicado ao Nosso Senhor Jesus de Nazaré, o Salvador do mundo e fundador do cristianismo.Nosso Senhor Jesus Cristo esta ligado a duas naturezas a divina e a humana, mas permanece uma só pessoa. O Filho que é o Verbo do Pai, o próprio e eterno Deus, tomou  a natureza humana de maneira que Cristo possui duas naturezas distintas e perfeitas, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Consideremos o assunto:

a)    A humanidade de Cristo;
b)    A divindade de Cristo;
c)     A união destas duas naturezas em uma só pessoa;

A HUMANIDADE DE CRISTO – Os gnósticos foram os primeiros que se opuseram a realidade da natureza de Cristo, ensinando que a divindade entrou em Jesus durante o seu batismo e saiu na véspera da sua paixão. Contra os erros desses hereges foi escrita a primeira epístola de João. A objeção deles baseia-se num princípio da filosofia dos antigos gregos, de que a matéria esta inseparavelmente relacionada com o mal.
Marcião em meados 2º século sustentou que Cristo em lugar de nascido de mulher, desceu com aparência de um corpo humano a Cafarnaun, para anunciar aos homens a existência do principio do bem, até então desconhecido, dizia que o corpo de Jesus não era real, não passando de um fantasma ou sombra e que Jesus usava para falar com os homens.
Eutíquio – caiu no mesmo erro ensinando que a humanidade de Cristo foi absolvida na divindade e que seu corpo não tinha existência real.
Apolinario rejeitou a existência de uma alma humana em nosso Salvador e ensinava que a divindade supriu o lugar dela, tanto um como os outros negaram a própria humanidade de Cristo. Nós acreditamos na plena humanidade de Jesus, cremos que ele possuía um corpo e uma alma realmente humana sendo confirmada em diversas passagens da Biblia:

a)    Sendo que oitenta e uma vezes ele é chamado “Filho do Homem” . Paulo falando dele disse: “...nascido de mulher” (Gl 4.4), “ E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas “Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos (Hb 2. 14,17).
b)    Tambem naquelas passagens que falam do desenvolvimento, desejos e experiências físicas de Jesus. “E crescia Jesus em sabedoria e e em estatura” (Lc 2 52, “...depois teve fome”. (Mt 4.2) “...tenho sede”(Jo 19.28) “ Jesus pois cansado do caminho..” (Jo 4.6) “ Jesus chorou” (Jo 11.35). Todos estes detalhes , juntamente com a morte eo sepultamento dele confirmam que ele possuía um corpo suscetível as mesmas experiências que nós temos.
c)     Jesus possuía uma alma humana, sendo que uma alma humana consiste em sensibilidade, entendimento e vontade, Jesus possuía uma sensibilidade finita como qualquer outro homem, “...porem como nós em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15), os únicos canais pelos quais as tentações pode chegar a alma humana são: pelos apetites carnais; pela imaginação que leva à presunção e ao fanatismo; pela ambição pessoal; Jesus foi sensível a todos esses canais e por isso em tudo foi tentado como nós como vemos em Mateus cap 4, sendo que a divindade dele não poderia ser tentada por estas coisas “Porque Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg 1.13), outro detalhe da sensibilidade humana de Jesus foi o fato de que ele sentiu tristeza e angustia, na noite em que foi entregue, disse; “ A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mt 26.38) e (Is 53.10-11), da mesma forma tinha entendimento humano, “E crescia Jesus em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52) esta passagem não pode ser aplicada ao seu entendimento e sabedoria divina porque Deus é onisciente e não precisa crescer e desenvolver-se. No mesmo sentido Jesus revela seu entendimento humano quando diz: “ Mas naquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13.32), Jesus também possua vontade humana, ainda que esta tenha sido sempre sujeita a vontade divina. “Porque não busco a minha vontade, mas a vontade do meu Pai que me enviou” (Jo 5.30); “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38), concluímos que Jesus tinha um corpo real e uma alma humana.

Apesar disso, a humanidade de Cristo seria de pouco valor se ele fosse somente homem. Ele também é Deus. Nós adoramos a um Cristo vivo, Cristo é mais do que um homem, e por isso o cristianismo não é um sistema filosófico nem de cultos a heróis. Cristo poderia ter tido um nascimento sobrenatural, vivido uma vida perfeita, ressuscitado dos mortos, e ter sido um simples homem, porem extraordinário, Cristo com tudo é mais do que homem.

A DIVINDADE DE CRISTO – Antes de apresentarmos as provas sobre a divindade de Cristo faremos algumas observações: socinianismo, arianismo e trinitarianismo.

a)    Socino ensinava que o Salvador começou a sua existência ao nascer de Maria e por conseguinte era um mero homem, se bem que possuído de santidade e excelência extraordinárias.
b)    Arios ensinava que Jesus era o primeiro e o mais exaltado dentre os seres que Deus criou em qualquer tempo, mas que apesar disso foi criado.
c)     Os trinitários ao contrario, ensinam que Jesus possuía duas naturezas distintas: a humana nascida de Maria e crucificada na cruz e a divina unida com a humana.

Nos Evangelhos ao contrario temos uma imagem viva, completa e perfeita em todas as suas situações possíveis, interior e exterior, porem cada traço, cada pequena diferença desta imagem arranca-nos admiração e leva-nos a adorar Jesus em toda a sua triunfante majestade.

a)    As Obras
b)    Os títulos,
c)     As honras atribuídas a Jesus Cristo nas Escrituras

As Obras – imputadas a Jesus são tão grandiosas que só podem ser realizadas pelo Altíssimo Deus, e por isso concluímos que Jesus Cristo é o verdadeiro e eterno Deus. A Criação é atribuída a Jesus Cristo mostrando assim que os escritores inspirados o consideraram Deus, “No principio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no principio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. [...] estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jô 1.1-3,10,11). “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados: tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e toda as coisas subsistem por ele” (Cl 1.15-17). Os milagres atribuídos a Jesus no Novo Testamento também demonstram que ele é divino. Os ventos e o mar lhe obedecem. Os enfermos foram curados, os mortos foram ressuscitados por sua palavra, e toda a natureza mostrou – se sujeita a sua autoridade divina. Ele realizou tudo isso por sua própria autoridade e vontade. O juízo final é uma atividade própria de Deus, mas também Cristo julgara os vivos e os mortos. Paulo disse a Timóteo: “Conjuro-te pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino” (2Tm 4.1). Este e muitos outros textos provam abundantemente que Jesus Cristo será o juiz do ultimo dia. Portanto, ele exercerá um papel próprio de Deus, o que prova mais uma vez sua plena divindade. As atividades de criação, realização de milagres e juízo são predicados de Deus.

Os títulos: Como as Escrituras Sagradas afirmam que Jesus Cristo também as realizou ou as realizaram, evidencia-se com isso que ele é Deus. O nome Jeová é identificado com Cristo em Isaias. “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is 40.3). Mateus cita esta passagem e a aplica a Jesus Cristo: Porque este é o anunciado pelo profeta Isaias, que disse: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3.3). O nome Jeová era o mais excelente de todos os nomes de Deus e foi atribuído a Jesus Cristo. Cristo é chamado Deus nas Escrituras Sagradas (Jo 1. 1,14) , (1Tm 3.16). Incrível porém é que todos estes argumentos sejam rejeitados por alguns eruditos, os quais alegam que homens ou inteligência criadas são as vezes chamados deuses nas Escrituras. Para estes replicamos que em todos os lugares onde o termo Deus é atribuído aos seres criados, o sentido é inferior ou figurado. O sentido figurado em que a palavra Deus é empregada é tão claro no contexto que ninguém pode ser enganado. Ao contrario, os títulos atribuídos a Cristo não podem ser usados em sentido inferior ou figurado, e demonstram clara e concludentemente sua real divindade.
Eternidade é atribuída a Cristo nas Escrituras “E tu Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me será o que será Senhor me Israel, e cuja saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Miquéias proferiu esta profecia 110 anos antes do nascimento de Jesus, e é citada no Evangelho de Mateus como cumprida em Jesus Cristo (Mt 2.6). Como só Deus possui a eternidade, conclui-se que Jesus Cristo é Deus, por ser eterno.
Jesus possuía onisciência, conforme vemos nas seguintes passagens bíblicas. “Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24-25) . (Jo 6.64), Nestes  textos fica claro que Jesus Cristo é onisciente, um atributo, exclusivo de Deus.
Cristo possuía imutabilidade que se vê claramente na passagem bíblica: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8)
A onipresença de Jesus Cristo é ensinada nos seguintes textos: “ Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ai estou eu no meio deles” (Mt 18.20); (Mt 28.20);  (Jo 3.13).
Jesus Cristo possuía também o atributo da onipotência: “ E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo poder no céu e na terra” (Mt 28.18).
Os atributos da Sabedoria, Santidade, Verdade, Justiça, Bondade, etc..; também pertencia a Jesus Cristo

A UNIÃO DAS DUAS NATUREZAS EM UMA SÓ PESSOA: Vamos agora considerar a união dessas duas naturezas, a humanidade e a divindade em uma só pessoa. Não há em Jesus qualquer confusão das duas naturezas. Isto evidencia-se pelo modo absoluto como ambas são apresentadas na Escrituras . Sua divindade não ficou reduzida por ter-se unido com um corpo humano, porque ele é o verdadeiro Deus. Sua humanidade, enquanto esteve na terra, não foi exaltada com qualidades que a tornassem diferente dos outros seres humanos. Se a divindade e a humanidade estivessem nele misturadas e confundidas, em tal caso ele teria sido um ser composto, nem Deus nem homem. Mas a ele nada faltava, nem à sua humanidade, nem à sua divindade. Ele é Cristo o Verbo encarnado. A unidade de ambas em uma só pessoa é a única chave para entendermos a doutrina neotestamentaria de que o Senhor Jesus é ao mesmo tempo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Os céticos perguntam: se Jesus Cristo fosse verdadeiro Deus, como podia ele nascer e morrer? Crescer em sabedoria e estatura? Ser ele sujeito a Lei? Ser tentado? Como precisou de oração? Como a sua alma poderia ser desamparada por seu Pai? Como pode remir a Igreja com o seu próprio sangue? A resposta para estas questões é: Ele também foi homem. Por outro lado, causa muita admiração que um homem comum pudesse curar doenças com a sua vontade, e sem apelar a qualquer poder mais alto, como Cristo fazia muitas vezes. Acalmar os ventos e as ondas, prever sua própria morte, perdoar pecados ser exaltado sobre toda criatura no céu e na terra, estar presente onde quer que estejam reunidos dois ou três em seu nome, estar com seus discípulos até a consumação dos séculos, reivindicar homenagem universal e que toda criatura dobrasse ao seu nome os joelhos, possuir os atributos de Deus. Como se explica tudo isto com relação a Cristo? A explicação é que Cristo é Deus. A união das duas naturezas em Cristo chama-se na teologia união hipostática. Isto significa que a união não é uma mistura, e que o resultado é uma unidade pessoal. Há uma pessoa quem pertence tantos os atributos divinos como os humanos, ou seja:

·       Ele tinha uma natureza humana completa, isto é, um corpo real e uma alma racional.
·       Tem uma natureza divina verdadeira. É Deus.
·       Estas naturezas coexistiam inteiras e distintas, sem mistura ou confusão.
·       Ele é uma só pessoa.


Embora tenha duas naturezas e uma única personalidade, é a mesma pessoa divina que existe desde toda a eternidade, que se fez carne, a qual é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele efetivamente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado para reconciliar-nos com seu Pai. Este Cristo verdadeiramente ressuscitou dos mortos, tomando outra vez o seu corpo (agora glorificado) e subiu aos céus, e ali está assentado no trono, até voltar para julgar os vivos e os mortos no dia do Juízo Final. (Cl 1.15 ao 22); (Hb 1.1-3)

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